Trabalhadores das empreiteiras de celulose paralisam os serviços

Na manhã desta terça-feira, 15 de junho, trabalhadores das empreiteiras das empresas de celulose, paralisaram os serviços após decisão tomada em uma assembleia geral realizada na Praça da antiga prefeitura em Teixeira de Freitas.

paralizaçãoOs trabalhadores são apoiados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Silvicultura, no Plantio Tratos Culturais, Extração e Beneficiamento da Madeira em Atividades Florestais e Indústria Moveleira do Extremo Sul da Bahia (Sintrexbem), e reivindicam melhorias no salário, plano de saúde, cesta básica, transporte, alimentação e participação no lucro.

O movimento conta com trabalhadores da GEF, Plantar e LocaService. Segundo Silvânio Oliveira, presidente do Sintrexbem, que representa a categoria, a greve pretende acabar com a exploração das empreiteiras no Extremo Sul da Bahia.

De acordo com Silvâno, a GEF e a Plantar apresentaram propostas, que estão sendo avaliadas pelos trabalhadores, e se aprovadas, os serviços serão normalizados nesta quarta-feira, 16.

Ainda de acordo com Silvânio, a dificuldade maior de negociação é a falta de definição de quem resolva a situação, as empresas ou as empreiteiras, “uma fica jogando a responsabilidade na outra, e quem perde com isso são os trabalhadores”, comentou Silvânio.

O vereador Edinaldo Resende, líder da Comissão de Direitos Humanos na Câmara, acompanhou o movimento desta terça-feira. O edil tem participado das lutas da categoria e recentemente provocou a realização de um seminário para discutir os impactos da monocultura do eucalipto, exigindo a responsabilidade social das empresas de celulose na região. Natália Medeiros/ Sulbahianews