Sobe para 23 o número de mortos por febre amarela em Minas

O Governo de Minas Gerais confirmou, em coletiva de imprensa, na tarde desta quinta-feira (19), a morte de 23 pessoas por febre amarela no Estado. De acordo com a pasta, outras 54 mortes ainda são investigadas.

Nesta quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia confirmado que oito pessoas tinham morrido no Estado com a doença, sendo quatro deles com a possibilidade da contaminação ter acontecido por meio da vacina. Porém, a Ses (Secretária de Estado de Saúde) de Minas Gerais descartou que as mortes detectadas até o momento tenham sido provocadas pelo medicamento.

No último boletim epidemiológico, divulgado ontem, pela secretaria, foram apresentados 53 casos prováveis. Dentre estes, foi constatada a doença em 34 pacientes.

Segundo subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde de Minas Gerais, Rodrigo Said, o perfil de mais de 95% dos casos confirmados é de aposentados, trabalhadores e moradores de rurais. A identidade e a cidade de origem das vítimas ainda não foram divulgadas. Porém, de acordo com a secretaria, 29 cidades de Minas Gerais estão entre os municípios com casos relatados.

De acordo com a pasta, em todo Estado, há 44 municípios com rumor de morte de primatas com a doença e em 13 cidades foram encontrados primatas mortos. Segundo a Ses, todos os casos confirmados são de febre amarela silvestre, ou seja, aquela em que o mosquito transmissor adquiri o vírus por meio de primatas também contaminados.

A Ses informou ainda que várias ações estão sendo implementadas como forma de controlar o surto da doença. Além da campanha de vacinação nas cidades que têm casos notificados, o governo está fazendo o controle do vetor transmissor do vírus que causa a febre amarela, uma campanha de capacitação dos profissionais da saúde e avaliação criteriosa dos casos suspeitos. Além disso, também estão sendo realizadas ações que visam instruir a população quanto à prevenção e cuidados.

Para que seja feita a confirmação de casos estão sendo considerados diagnósticos laboratorial, histórico do paciente, sintomas e exames complementares como hemogramas. Os boletins publicados a partir desta quinta-feira, não terão mais a classificação de “casos prováveis”. Todos as notificações serão classificados como suspeitos ou classificados.

Situação de emergência

Na última sexta-feira (13), o governador Fernando Pimentel decretou situação de emergência em saúde pública na área de abrangência das unidades regionais de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni. Essa região, que inclui 152 municípios, é a mais afetada pelas ocorrências da febre amarela no estado.

A situação de emergência autoriza a adoção de medidas administrativas para conter a doença e agiliza processos para a aquisição pública de insumos e materiais e a contratação de serviços necessários, dispensando licitação em alguns casos. Também fica permitida a contratação de funcionários temporários para ações exclusivas de combate à enfermidade.