‘Só matava por prazer’, diz rapaz que confessou 43 assassinatos no Rio

matadorO jovem Sailson José das Graças, 26, que confessou ter matado 43 pessoas ao longo de nove anos afirmou em entrevista à TV Globo e a jornalistas na delegacia que matava por prazer.

Graças afirmou, segundo a polícia, ser “matador profissional”. Ele foi preso durante as investigações da morte de uma de suas supostas vítimas, Fátima Miranda.

Agentes da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense também prenderam Cleusa Balbina e José Messias, sob suspeita de serem os contratantes do homicídio de Fátima.

Veja algumas das declarações:

INÍCIO
“Comecei a roubar bolsa, coisas pequenas, a fazer pequenos furtos. E aí fui crescendo e tendo pensamentos diferentes. […] De roubar, comecei em pensar em matar. Com 15 anos, roubava bolsa, com 16… Aí depois com 17 já matei a primeira pessoa. Deu aquela adrenalina, a primeira mulher. […] Aí foi vindo na mente de fazer mais, fazer mais, aí acostumei, comecei a gostar.”

MODUS OPERANDI
“[Ficava] observando a vítima, estudando. Esperava um mês, às vezes uma semana […]. Procurava saber onde ela mora, como era a família dela. Passava na rua, via, dava uma olhada na casa… […] Ai passava uns tempinho [sic] assim, eu ia de madrugada, numa brecha da casa, numa facilidade, aproveitava, entrava e…”

DIA DA CAÇA
“Eu falava com ela [a mulher identificada como Cleusa]: hoje é dia da minha caçada e saía. Hoje é dia de fazer o meu trabalho. Ela já sabia o que [era].”

PRAZER EM MATAR
“Só matava mesmo por prazer. […]. Matava, ficava lá um pouco e depois saía.”

“Quando eu não fazia, ficava nervoso, andava para lá e para cá dentro de casa. Agora, quando fazia, já ficava mais tranquilo. [Eu] fazia uma vítima ali e podia ficar uns dois meses sem fazer, uns três meses. Ficava na boa, só pensando naquela que eu matei. E aí saía para caçada.”

“Gostava quando gritava, [se] debatia, me arranhava.” Questionado se dava prazer, respondeu: “Dava.”

SEM MEDO DA PRISÃO
“Eu não matava com preocupação de ir para a cadeia, não. Eu fazia as coisas bem feito [sic], entendeu? Não era por preocupação, não, era por gostar mesmo. Eu botava luva, me preocupava mais com a digital, né, se o local tem câmera. Se não tivesse câmera, eu não me preocupava em botar touca, essas coisas.”

“Provavelmente [voltaria a matar quando saísse da cadeia], sim.”