Sem-terra ocupam fábrica da Suzano e denunciam problemas socioambientais

1.400 integrantes do Movimento Sem-Terra (MST) ocuparam a fábrica da Suzano Papel e Celulose, em Mucuri, na madrugada desta segunda-feira, 13 de junho.

Por serem contra o modelo de produção do agronegócio, os sem-terra alegam que o modelo de agronegócio não contribui para o desenvolvimento social, cultural e ambiental da região. “A empresa só explora nossas terras, retirando as riquezas e exportando”, gritam.

Afirmaram que a Suzano faz parte de um grupo de transnacionais, que quando chegaram à região implantaram a monocultura do eucalipto, suprimindo a diversidade de produção existente no território, e atualmente, os produtos básicos estão vindos de fora e os preços subiram vertiginosamente.

Segundo eles, as poucas áreas cultivadas pelas famílias camponesas têm suas produções afetadas por causa da utilização indiscriminada de agrotóxicos, que estão contaminando os solos, as águas e o ar. Contaram ainda, que a monocultura do eucalipto está provocando o êxodo rural de milhares de famílias camponesas e povos originários.

De acordo a direção nacional do MST, a atual proposta de ampliação da fábrica busca triplicar sua produção e utilizar eucalipto transgênico, que aumentará de maneira significativa os problemas socioambientais. Por Sulbahianews/Siara Oliveira