Recém-nascida declarada morta abre a boca e os olhos

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FOTO: Edelvácio Pinheiro/Radar58

Uma menina recém-nascida, que já havia sido declarada morta, abriu os olhos, a boca e passou a respirar, deixando assustada a avó paterna, que já preparava a neta para colocar no caixão para dar início ao velório. Esse fato ocorreu na tarde do último domingo (20), na casa do pai da criança, na rua Honório Silva, no bairro Leopoldina Botelho, na cidade de Itanhém.

O pai, Neilson Barbosa Santos, 36 anos, imediatamente, retornou com a garota para o Hospital Maria Moreira Lisboa, onde ela havia nascido no dia anterior. “O coração dela estava batendo forte, mas eles não colocaram ela no aparelho novamente”, disse. “Uma enfermeira dizia que ela estava morta; a outra dizia que achava que estava morta”, explicou. “Eles mandaram enterrar minha filha; se eu faço isso eu iria enterrar minha filha viva”, questionou, referindo-se ao primeiro momento quando a menina saiu do hospital já declarada sem vida.

A criança nasceu no dia anterior ao episódio. De acordo com o médico Oséas Moreira Lisboa, que é o diretor clínico do hospital e era o plantonista no dia do parto, a gravidez era de gêmeos bivitelinos. Por volta das 9 horas desencadeou o parto natural de um dos fetos, que estava morto havia pelo menos quatro dias. Como a gestação tinha apenas 29 semanas (o normal está entre 38 e 42 semanas), tentou-se manter a gestação da criança que estava viva. Entretanto, mesmo tendo sido medicada no sentido de diminuir as contrações, cerca de uma hora e meia depois a outra criança nasceu.

Neilson Barbosa Santos, pai da recém-nascida. FOTO: Edelvácio Pinheiro/Radar58
Neilson Barbosa Santos, pai da recém-nascida. FOTO: Edelvácio Pinheiro/Radar58

“Pusemos a criança em berço aquecido, com a devida oxigenação, é o recurso que temos por aqui, acionamos uma UTI neonatal, em Teixeira de Freitas, e ficamos aguardando a vaga, mas não obtivemos resposta a tempo”, disse o diretor.

O diretor do hospital lembrou que, além de a criança ser prematura, a mãe é hipertensa e havia outra criança morta no útero, situações que tornam o parto ainda mais de risco.

No dia em que a criança teria ressuscitado o plantonista era o médico Levi Moreira Lisboa e, de acordo com diretor clínico, quando a criança retornou ao hospital não havia mais respiração nem batimentos cardíacos. “Dr. Levi me disse que não havia sinais vitais”, disse Oséas.

Segundo o médico Oséas Moreira pode ter acontecido um relaxamento muscular, uma vez que a criança esteve todo o tempo no oxigênio. “Ela não estava viva”, finalizou. Fonte: Edelvânio Pinheiro e Edelvácio Pinheiro/Radar 58