Polícias Militar e Civil esclarecem furto de gado; três foram presos

roubo de gadoUm trabalho conjunto entre as polícias Militar e Civil culminou com a prisão de três homens acusados de furtar 33 bois na fazenda Santa Inês, localizada a 20 km de Itanhém, sentido Vila Mutum, de propriedade de Gilvan Vilela. Os animais foram transportados em dois caminhões com placas do Espírito Santo. O crime ocorreu de madrugada, nas primeiras horas da última quarta-feira, 21.

Lucas Ricardo Afonso, 26 anos, e Charles Afonso dos Santos, 28, que são primos, e o vaqueiro da fazenda Marcos Gonçalves da Silva, 24, foram presos por policiais do Pelotão Especial Tático Operacional, da 44ª Companhia Independente de Polícia Militar e autuados por furto pelo delegado Jorge da Silva Nascimento.

Eles foram presos na última sexta-feira, 23, mas as duas polícias, em conjunto, desde os primeiros momentos, realizaram investigações e campanas para identificar e prender os autores que até então eram desconhecidos.

Como foi o crime: O vaqueiro da fazenda disse que Lucas pagou a ele R$ 2 mil para embarcar um gado na fazenda Santa Inês, que seria de Charles. A esposa do vaqueiro acrescentou que Lucas e Charles estiveram na fazenda por duas vezes e conversaram com o marido dela, reservadamente, no curral da propriedade.

No auto de reconhecimento a esposa do vaqueiro não titubeou e, rapidamente, identificou Lucas e Charles como sendo os dois homens que estiveram na fazendo e conversaram com o marido dela. O vaqueiro, inclusive, chegou a comentar com a esposa sobre a transação criminosa que havia feito com Lucas e Charles.

Na noite que antecedeu o furto o vaqueiro levou a mulher e um bebê do casal, de apenas quatro meses, para a casa da tia, alegando que iria caçar. No dia seguinte, o vaqueiro, provavelmente fingindo-se de inocente, percebeu que faltava mais de três dezenas de bois e comunicou o fato ao proprietário, que custou acreditar do envolvimento do funcionário no furto.

Do total do dinheiro que o vaqueiro recebeu a polícia recuperou R$ 1.850, que estava guardado na casa do pai, a alguns quilômetros do local do crime. O restante, segundo o vaqueiro, foi utilizado para comprar remédio para o filho que está doente.

Lucas e Charles, que já estiveram envolvidos em roubo de gado, durante o depoimento ao delegado, fizeram uso da mesma estratégia de um conhecidíssimo político brasileiro, Paulo Maluf, que, mesmo envolvido até a tampa, dizia sempre: “eu nego”. Eles disseram que não conhecem o vaqueiro, não sabem onde fica a fazenda Santa Inês, de Gilvan Vilela e, pasmem, Charles, que coincidentemente é filho de Jorge Afonso, um dos fazendeiros mais ricos do município de Itanhém, disse que não ingere bebida alcoólica. Acontece que no dia 31 de agosto do ano passado ele foi preso bêbado dando “cavalo de pau”, em frente a escola Marechal Costa e Silva.  Por Edelvânio Pinheiro/ Radar58