Policial acusado de assalto em Teixeira se apresenta

O Cabo da Polícia Militar, Eronaldo de Oliveira Moura Filho, se apresentou na sede da 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior em Teixeira de Freitas na manhã desta terça-feira, 31 de janeiro.

Ele é acusado de praticar um assalto violento na tarde do último sábado, 28 de janeiro, na fazenda Bom Jesus, localizada às margens da estrada de “Maria Mil Reis”.

A família vítima do assalto contou que o local foi invadido pelo Cabo e outro homem ainda não identificado, os dois estariam armados e agiram de forma violenta os ameaçando de morte e a esposa do dono da propriedade de estupro, caso suas exigências não fossem atendidas.

Os homens levaram a quantia de R$ 200 e um celular e só deixaram o local quando perceberam uma movimentação do lado de fora da casa.

A 87ª Companhia Independente de Polícia Militar foi acionada e durante buscas encontrou próximo a sede da propriedade, um Fiat Uno, de cor branca, placa policial NYT-8188, em nome de Eronaldo, atualmente lotado no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas.

Dentro do veículo que estava com as placas adulteradas, estavam documentos pessoais do PM, uma boina, um cinto da Polícia, um par de tênis e sua carteira funcional.

Por meio da fotografia da carteira funcional, as vítimas reconheceram o Cabo Eronaldo como sendo um dos autores do assalto. Seria ele autor das ameaças.

Eronaldo de Oliveira possui matricula de número 30.294.553-4 e pertence à CIPE de Itabuna. No dia seguinte ao crime ele não pareceu para trabalhar no presídio.

Nesta terça-feira, Eronaldo compareceu a delegacia na companhia do seu advogado e de acordo com a delegada Coordenadora da 8ª Coorpin, Valéria Chaves, o Cabo não negou a autoria do crime e disse que estava sob surto psicótico.

O advogado de Eronaldo disse que seu cliente é dependente químico e que desde o ano de 2002 existe um laudo solicitando seu afastamento da Corporação para tratamento, o que acabou não acontecendo.

Eronaldo vai responder ao procedimento criminal na justiça comum e pode pegar de 4 a 10 anos de reclusão em presídio comum. A Corregedoria da Polícia Militar também deve instaurar um inquérito para apurar o caso.

Por: Sulbahianews/Uinderlei Guimarães