Pesquisa revela que 87% das presas em Teixeira são por tráfico de drogas

A pedagoga, pós-graduada em gestão escolar pela UFBA, professora da rede municipal de ensino de Caravelas e formanda em sociologia pelo Campus-X da UNEB – Universidade Estadual da Bahia, Edinar Pereira Cerqueira Alves, apresentou a sua defesa pública do trabalho de conclusão do seu bacharelado em sociologia, na tarde desta última sexta-feira (27\06), que trouxe como tema, as “Condições Prisionais da Mulher no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas: Uma análise das possibilidades de reinserção na sociedade”.

Edina Pesquisa
Banca formada pela professora doutora Olga Suely, professora mestre Valéria Luisa e professor doutor Valci Vieira e também orientador do trabalho; formanda autora da pesquisa Edinar Alves e a professora mestre Marli Neri, coordenadora do curso de sociologia da UNEB

O TCC da formanda em sociologia Ednar Pereira Cerqueira Alves foi focado nas origens que as levaram a prisão e nas políticas públicas prisionais que objetivam socializar e ressocializar as mulheres apenadas. O ponto central da pesquisa foi estudar, sobretudo, as quase 100 mulheres encarceradas do presídio do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas. O resultado consta que 87% das mulheres condenadas na comarca de Teixeira de Freitas são por crimes de tráfico de drogas, 6% por homicídios e 7% por furtos, roubos, estelionato e outras tipificações.

A pesquisa da socióloga Edinar Alves ainda revela que 98% das apenadas, culpam os parceiros de terem as influenciados a entrarem no crime e posteriormente abandoná-las na prisão. A defesa pública foi moderada pela professora mestre Marli Neri da Silva, coordenadora geral do curso de sociologia do Campus-X da UNEB, em Teixeira de Freitas. O trabalho foi orientado pelo professor doutor Valci Vieira Santos e a banca examinadora foi ainda composta pela professora doutora Olga Suely de Souza e pela professora mestre Valéria Luisa da Costa.

“Embora o campo de conhecimento da Sociologia, não garanta por si o compromisso de promover uma educação crítica transformadora, pelo menos já possibilita uma ampliação da compreensão da realidade social e da educação, por sua especificidade de analisar a sociedade sob o prisma de vários olhares, inclusive o penal. De qualquer forma, a nossa pesquisa de campo nos serviu e servirá a muitos como um fenômeno fundamental para a transmissão da herança cultural dos modos de vida das ideologias, na formação para o trabalho, que guarda uma estreita relação com a realidade em cada contexto histórico, social e criminal”, ressaltou a formanda Edinar Alves. (Por Athylla Borborema)