Pedida a preventiva de traficante que decapitou desafeto em Periperi

O delegado Reinaldo Mangabeira, da 3ª Delegacia de Homicídios, responsável pela área que abrange a orla da Baía de Todos os Santos (BTS), solicitou, na segunda-feira (15), a prisão preventiva do traficante Paulo André da Silva Andrade, o “Casquito”, de 19 anos, acusado de matar a tiros o usuário de drogas Edmilson Ferreira dos Santos, o “Binho da Prata”, 42. O assassino já estava custodiado na 5ª Delegacia Territorial (DT/Periperi), desde 4 de julho, quando foi preso por tráfico de drogas.

A morte de Binho da Prata ocorreu no dia 17 de maio, na localidade de Nova Constituinte, onde residia, em Periperi, área cujo tráfico de drogas é dominado pela quadrilha do traficante Jeferson dos Santos Viana, o “Gel Branco”, à qual Casquito integrava. Gel Branco, que deu a arma do crime para Casquito, um revólver calibre 38, não encontrado pelos policiais, também teve a prisão temporária solicitada.

Interrogado pelo delegado Mangabeira, Casquito disse que já havia sofrido agressões físicas e maus tratos por parte da vítima, o que o motivou a praticar o crime, executado com extrema crueldade. No depoimento, ele informou que abordou a vítima na porta de casa e fez os disparos. O motorista da quadrilha, conhecido como “Rasta”, disparou mais cinco tiros contra Edmilson. Ele já tem passagem por tráfico de drogas na 5ª DT.

O corpo da vítima foi levado pelos traficantes para o quintal, onde teve a cabeça decapitada e levada por André para a praia de São Tomé de Paripe, sendo encontrada boiando no mar, por pescadores da região. Quatro dias depois, as outras partes do corpo da vítima foram encontradas num matagal, no bairro de Valéria, em estado de decomposição.

Segundo a delegada Klaudine Passos, titular da 3ª DH, Paulo André foi indiciado por homicídio e permanece custodiado na carceragem da 5ª DT, à disposição da Justiça criminal. Os outros integrantes da quadrilha, que também participaram do crime, estão sendo procurados pela polícia e terão as prisões solicitadas à Justiça.

Ascom/PC