ONU conclui curso de Convivência e Segurança Cidadã

Upp-onuEm torno de 400 pessoas ligadas às unidades de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio de Janeiro concluíram hoje (12) o curso de Convivência e Segurança Cidadã do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com a Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), que teve a participação de policiais militares e civis das 38 UPPs, gestores públicos municipais e estaduais, além de membros da sociedade civil atuantes nas comunidades pacificadas.

O Programa de Convivência e Segurança Cidadã prevê o desenho e a implantação de planos de segurança local, elaborados com participação da comunidade, que prioriza ações de prevenção e de controle da criminalidade e da violência. O foco é sensibilizar e mostrar formas de trabalho integrado entre os atores.

De acordo com o superintendente de Prevenção da Seseg, Pehkx Jones Gomes da Silveira, o curso tem o objetivo de facilitar a integração entre os participantes. “Tivemos o privilégio de frequentar o curso, que vem sendo aprimorado e desenvolvido ao longo dos últimos anos, e aplicado desde 2007, para facilitar a integração entre polícia e comunidade, com a finalidade de facilitar o diálogo e pensar a estratégia de segurança pública”, disse.

Segundo ele, foram formadas seis turmas entre 60 e 70 alunos – cerca de 400 pessoas -, que receberam 40 horas de aulas semanais. sobre segurança integrada. Metodologia segundo a qual a responsabilidade pela segurança não é somente das polícias, mas também da comunidade e dos gestores públicos. Essa abordagem da segurança, como forma de cidadania, foca principalmente na prevenção e no controle, e considera os diversos fatores que causam a violência e a criminalidade urbana.

O representante do Pnud e coordenador do Sistema ONU no Brasil, Jorge Chediek, explicou que o combate à violência deve incorporar ações em diversas áreas relacionadas aos fatores de risco e aos ambientes onde ela pode ser gerada. Ressaltou também que deve ser feito trabalho conjunto com a colaboração de diversos atores como Justiça, sociedade civil organizada, comunidade, família e escola.

Para a subsecretária de Educação, Valorização e Prevenção da Seseg, Juliana Barroso, é importante abordar as questões da convivência na comunidade, e as políticas públicas podem atuar nesses territórios, chamando a atenção de todos os atores da sociedade. Segundo ela, reunir os policiais e os representantes de outros órgãos para se conhecerem já foi um grande resultado.

Uma das ferramentas metodológicas do curso é o jogo Fica Seguro, que trabalha a conscientização sobre a construção de pessoas que atuam nas UPPs para a concepção e o desenvolvimento de políticas locais de segurança e convivência. O jogo mostra, na prática, a teoria ensinada no curso sobre como a segurança pode ser pensada de forma participativa e integrada aos espaços de convivência das comunidades, e implementada por diversos atores por meio de políticas públicas complementares.