MNBA lança livro sobre seu acervo de obras de Portinari

portinari-retirantes-siteO Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que desde o início deste ano é detentor do maior acervo de obras do pintor Cândido Portinari, entre as instituições culturais brasileiras, tem agora parte expressiva desta coleção documentada em um livro. Lançado na noite de hoje (18), o livroColeção Portinari Museu Nacional de Belas Artes reproduz 140 obras, do total de 243 itens que constituem o acervo.

Além de uma seleção das 222 obras doadas em janeiro passado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o livro reúne outras que  já pertenciam ao museu, como os quadros Café, A Primeira Missa no Brasil e Retrato de Yedda Ovalle Schmidt. A publicação conta também com seis textos históricos e críticos, de autoria, entre outros,  do filho do pintor, João Cândido Portinari, do poeta e crítico Ferreira Gullar e dos artistas plásticos Anna Letycia e Israel Pedrosa.

As obras doadas pela Finep ao MNBA pertenciam ao acervo deixado pelo pintor a seu filho João Cândido. A coleção abrange retratos a óleo e sobre papel, estudos e esboços de obras renomadas, como os painéis para o Palácio Gustavo Capanema, no Rio, e mais de 40 matrizes de gravuras, muitas delas produzidas para ilustrar livros.

Um dos mais importantes artistas plásticos brasileiros, Cândido Portinari nasceu em 30 de dezembro de 1903, em uma fazenda de café em Brodowski, no interior de São Paulo, onde teve uma infância pobre. Ao longo de sua vida, ele produziu quase cinco mil obras, entre elas gigantescos painéis, como os dois intitulados Guerra e Paz, instalados na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. Portinari morreu em 6 de fevereiro de 1962, vítima de intoxicação provocada pelas tintas que usava.