Mais um delator afirma que empresário influenciava Mantega

Ex-ministro já havia sido citado por Joesley Batista

O ex-ministro de Dilma e Lula Guido Mantega, que ficou à frente da Fazenda de 2006 a 2015, foi mais uma vez citado por ser influenciado pelo empresário Victor Sandri, que atuava para alterar a composição do tribunal administrativo que analisa recursos apresentados por empresas contra multas aplicadas pela Receita Federal, o Carf.

Segundo a Folha de S. Paulo, o dono da Cimentos Penha teria conseguido com a relação com Mantega ser isento de uma multa de 2004, de R$ 57 milhões.

A informação foi conseguida pela equipe da Zelotes. Paulo Roberto Cortez fez a primeira delação da operação que visa investigar esquemas de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf).

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A PGR também já havia obtido informações sobre a relação de Sandri com Mantega. Nas delações do grupo J&F, Joesley Batista disse que Sandri ajudou-o a entrar em contato com o ex-ministro para que ele conseguisse empréstimos do BNDES.

A defesa do empresário isentou seu cliente:

“Apesar de não ter tido acesso ao conteúdo da delação, a defesa considera mais uma tentativa de vê-lo envolvido na prática de atos ilícitos sem qualquer tipo de prova”, disse o advogado.

A equipe de Mantega não foi encontrada para comentar o caso, diz a Folha de S. Paulo.

PRISÃO

O ex-ministro chegou a ser preso pela Lava Jato em 2016, mas foi solto em seguida. Quanto à Zelotes, a Polícia Federal não confirmou nenhuma participação de Mantega nos esquemas.