“Júnior do Detran” volta a ser preso e terá que pagar 30 salários-mínimos

Maury Ferreira de Carvalho Júnior, o “Júnior do Detran”, voltou a ser detido na manhã de quarta-feira, 24 de janeiro, no Centro de Teixeira de Freitas.

No momento da abordagem do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), Júnior conduzia um veículo modelo Gol com placas, JMI 4713 na Avenida Getúlio Vargas, próximo a sede da 24ª Ciretran.

Com ele, os policiais encontram comprovantes de transferências bancárias, cédulas de identidade em branco, procurações e cédulas de CNH e CRLV também em branco oriundas do Detran de São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Espírito Santo.

Com o suspeito também foram encontradas anotações de valores a receber, cheques em branco e preenchidos, cartão bancário e o documento de um veículo modelo Fiesta com placas, JQJ, 1829.

Depois de apurar o caso e ouvir o acusado, Júnior foi autuado em flagrante por receptação. Os documentos apreendidos em branco são controlados e de uso exclusivo dos órgãos de trânsito para legalização de veículos. Uma fiança foi arbitrada no valor de R$ 30 salários-mínimos, mas, ainda não foi quitada.

O delegado dr. Ricardo Amaral também pediu prisão preventiva de Júnior por seu histórico de crimes na região.

Reincidente

Essa não é a primeira vez que Júnior é conduzido para a delegacia, em outubro do ano passado, ele foi detido em Posto da Mata, distrito de Nova Viçosa, acusado de cometer crime de estelionato.

Na ocasião, os policiais militares detiveram Júnior no interior de agência da Caixa Econômica com supostos documentos falsos tentando efetuar um saque.

Ao ser abordado, Júnior se identificou como George e apresentou uma cédula de RG em nome de George Bispo dos Santos, mas a farsa foi descoberta quando os policiais encontraram o verdadeiro documento do acusado em uma revista pessoal.

Enquanto era conduzido para a delegacia, Júnior chegou oferecer dinheiro aos policiais para ser solto sem que o registro de ocorrência fosse feito na Polícia Civil, mas os militares recusaram e além de estelionato, ele também respondeu por tentativa de suborno.

Júnior leva o nome do Detran no apelido por ter trabalhado durante anos no órgão de trânsito, mas acabou sendo demitido sob acusação de falsificação de documentos. Desde então, o acusado acumula passagens pela Polícia.

Em fevereiro, também do ano passado, ele foi preso acusado de integrar uma quadrilha responsável por roubos de carros e falsificação de documentos veiculares.

A quadrilha foi desarticulada depois que dois dos integrantes sequestraram e mataram a nutricionista, Camila dos Santos Lopes de 29 anos. O crime ocorreu no dia 18 de fevereiro no Centro de São Mateus, no extremo norte do Espírito Santo, o corpo só foi encontrado dois dias após latrocínio.

Ainda em agosto de agosto 2016, Júnior foi preso em uma ação do Pelotão de Emprego Tático Operacional (Peto), em Teixeira de Freitas com um carro roubado. Por: Sulbahianews/Uinderlei Guimarães