João Bosco, um prefeito doméstica: passou oito meses arrumando a casa, será a casa da Família?

Pensando com Coragem 2Lá vamos nós finalizando o oitavo mês da gestão João Bosco Bittencourt, do PT. Diga-se de passagem, os oito meses mais frustrantes da história política de nossa querida cidade, que aos poucos vê seu nome sendo cada vez mais jogado na lama, por aqueles que venderam sonhos, mas entregaram ilusões.

Nestes meses, nós fomos obrigados a ver o nome do nosso município entrar para a história dos escândalos dos decretos emergenciais, que só serviram para encher o bolso dos apadrinhados políticos do PT e sua turma, que poderia muito bem ser chamada de quadrilha.

Foram oito meses nos quais o povo viu a esperança se transformar em pesadelo, viu aqueles que diziam que ia fazer pelo povo, fazendo pelo seu bolso, deixando a população carente de saúde, esporte, educação, lazer, mas, acima de tudo, carente de dignidade, que foi afrontada com um prefeito eleito pregando transparência, no entanto, está entrando para a história como o prefeito que age as escuras, sempre querendo beneficiar gente de sua…

Nestes oito meses, toda vez que o prefeito era perguntado sobre o que estava fazendo, ele respondia “Estou arrumando a casa”, ou mais arrumar casa é coisa para doméstica, isso mesmo o prefeito está se transformando no prefeito doméstica.

Como assim, “prefeito doméstica”?

Doméstica não arruma a casa?

Sim, arruma.

Pois é, o prefeito está arrumando.

A casa da família dele, pelo menos isso ficou evidente na denúncia apresentada pelos irmãos KLB, apelido carinhoso dado aos irmãos Ary Vieira, Mazinho Vieira e Leandro Vieira, que de tanto andarem e agirem em conjunto, foram apelidados de KLB, numa alusão a banda dos irmãos Kiko, Leandro e Bruno, que fizeram muito sucesso na juventude nos anos 2000.

Pois é, essa semana houve uma briga que terminou na delegacia de polícia, entre integrantes da alta cúpula Bosqueana e os “irmãos KLB”. Além de parar na delegacia, os irmãos que deram sangue para fazer de Bosco o prefeito de Teixeira, resolveram trazer à tona algumas denúncias sobre assuntos que, obviamente, tinham conhecimento, tendo em vista o tempo em que participaram do governo.

E na denúncia que ganhou destaque na imprensa em todo
Estado da Bahia, Bosco é acusado de beneficiar os próprios irmãos Bittencourt, quando teria assinado um contrato com os irmãos na modalidade dispensa de licitação, onde teria contratado ‘os parentes’ para locação de um caminhão muck, que serviria para retirada dos materiais no pátio do departamento de transporte escolar.

Ao alocar recursos para beneficiar a própria família, Bosco fere a lei no seu artigo 37 , que obriga as administrações direta e indireta dos três poderes a seguir os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência na contratação de empresas e funcionários no serviço público.

Beneficiando a própria família, Bosco age contra a lei, fazendo uma concorrência desleal, já que ao beneficiar sua família, muitos sairiam prejudicados, porque, afinal, a família do prefeito já é beneficiada com o simples fato de ele ser o prefeito.

Mas, este episódio esclareceu a fala de Bosco de que está arrumando a casa, afinal, que forma melhor de arrumar a casa, do que comprar na mão da própria família?

Aí seria juntar a fome com a vontade de comer, como diria o ditado “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. Agora entendi, porque o prefeito diz que está arrumando a casa, desse jeito, ao final dos quatro anos, a casa estará toda arrumada, isso se o povo o deixar completar os quatro anos.

Afinal, está na hora de o povo de Teixeira de Freitas levantar do berço esplêndido; o que mais será necessário para que a população se revolte e veja que a cidade está sendo roubada?

Nestes oito meses, foram seis sobre decreto de emergência, vários contratos milionários assinados. Farra de L-200, quando secretários ganharam estes veículos sem ter nem garagem para colocá-los; e o povo sofrendo sem saúde, educação e serviços básicos.

Enquanto isso, o prefeito ajudava a própria família, embora o contrato especifique apenas pouco mais de cinco mil reais, é bem provável que muito mais esteja escondido.

Volto a perguntar: o que será necessário para que o povo vá para a rua pedir “fora, João Bosco”?

O que será necessário para que o Ministério Público e Câmara de Vereadores se manifestem?

Onde está a OAB, que disse que ia fiscalizar? Quando chegará essa fiscalização?

Será que, parafraseando a canção, vamos ficar vendo isso tudo acontecendo e a gente aqui na praça dando milho aos pombos?

Será que era isso que o povo de Teixeira de Freitas sonhava?

Está na hora de o povo pedir moralidade já, precisamos que o Poder Público seja moralizado.

Está chegando o Dia da Independência, 7 de setembro, é hora de o povo aproveitar o desfile cívico e protestar contra os desmandos da administração João Bosco.

O prefeito que assina contrato sem ler, mera desculpa que aprendeu com o chefe da …

Que já assinou decreto em nome de outro município.

Que agora disse que não sabia que a empresa era dos próprios irmãos.

Isso é conversa fiada, tudo foi feito de caso pensado.

Bosco está fazendo o povo de bobo, o povo precisa reagir.

Afinal, foi o povo que elegeu Bosco, mas o povo pode tirar.

Como diria Pedrão, “se ele não tiver bom, a gente tira e coloca o vice”.

Vamos esperar para ver, por muito menos o povo botou Collor para correr.

Até a próxima semana. Espero que não seja para dar milho aos pombos.

Jotta Mendes é radialista e repórter