Instituto solta balões vermelhos para marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids

baloes-luta-contra-aidsPara marcar o Dia Mundial de Luta contra a Aids o Instituto de Infectologia Emílio Ribas soltou 4 mil balões vermelhos em frente à Casa Rosada, a sede administrativa do Hospital, que fica na região central da capital paulista. O evento simbólico acontece há 20 anos. Para celebrar a data também houve um simpósio sobre atendimento público e as expectativas sobre a cura da doença, voltado para os médicos, enfermeiros, alunos de medicina e outros profissionais da saúde.

“Temos de ter a expectativa de que as pesquisas estão avançando. Resultado de pesquisa não é previsível. Temos que continuar investindo e nos dedicando para achar meios de curar as pessoas. Sou otimista e acredito que vamos ver a cura, mas não podemos fazer nenhuma promessa. Há vários grupos brasileiros interessados em pesquisar o assunto. Há vários resultados, ainda restritos ao ramo laboratorial, animal e poucos casos de observação clínica”, disse o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Ésper George Kallás.

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde informa que o número de notificações de casos de aids entre os jovens paulistas de 15 a 24 anos aumentou 21,5% nos últimos sete anos. De acordo com dados do Boletim Epidemiológico do Centro de Referência e Treinamento (CRT) DST/Aids, em 2007 foram notificados 594 novos casos em pessoas dessa faixa etária, enquanto em 2013 foram registrados 722 casos.

Segundo o diretor técnico do Instituto Emílio Ribas, Luiz Carlos Pereira Júnior, a ideia do evento é chamar a atenção dos jovens para uma epidemia que está diminuindo no mundo, mas vem aumentando no Brasil. “Apesar das estruturas assistenciais com drogas mais potentes e menos tóxicas, apesar da ampla disseminação de acesso aos medicamentos e aos preservativos, a população jovem não se previne, o que mostra que as informações não estão chegando de maneira adequada”.

Em razão desse dado, o instituto lançou campanha nas redes sociais no último dia 19 para tentar se aproximar da linguagem do jovem e sensibilizá-lo para a importância do tema. “Ainda estamos a uma certa distância da cura: o que podemos fazer é não [se deixar] contaminar e, se for soropositivo, é necessário ficar sabendo e tratar adequadamente. De cada cinco soropositivos em tratamento, um suspende o que traz risco para ele e para as outras pessoas: ele passa a ser um potencial transmissor”.