Inquérito contra médico acusado de violência sexual segue para o MP

A delegada Viviane Scofield, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), em Porto Seguro, encaminhou à Central de Inquéritos do Ministério Público, na terça-feira (17), o inquérito policial com a conclusão das investigações sobre os crimes de violência sexual, que teriam sido praticados pelo médico Wesley Ferraz de Carvalho, de 56 anos, dentro de consultórios particulares e unidades municipais de saúde, nas cidades de Porto Seguro, Eunápolis e Teixeira de Freitas.Foto Médico

Preso há 22 dias, o médico segue custodiado no Conjunto Penal de Eunápolis, à disposição da Justiça. Com 290 páginas, o inquérito instaurado pela DEAM/Porto Seguro contém depoimentos de 48 pessoas, entre as quais 44 mulheres que se dizem vítimas de Wesley.

Estelionato

Além de ter sido indiciado por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável, o médico, que é clínico geral, também responderá por crime de estelionato, por prestar atendimento como dermatologista e alergista, sem possuir certificado dessas especialidades.

Os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Wesley no dia 29 de novembro, dentro de uma clínica no município de Eunápolis. Dali, o médico seguiu para a sede da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Depin/Eunápolis), sendo conduzido posteriormente ao conjunto penal. Além de ter sido indiciado por violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável, o médico, que é clínico geral, também responderá por crime de estelionato, por prestar atendimento como dermatologista e alergista, sem possuir certificado dessas especialidades.

Os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva contra Wesley no dia 29 de novembro, dentro de uma clínica no município de Eunápolis. Dali, o médico seguiu para a sede da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Depin/Eunápolis), sendo conduzido posteriormente ao conjunto penal.

Médico prestava atendimento como dermatologista e alergista, sem possuir certificado dessas especialidades

Clinicando há 15 anos na região, o médico, de acordo com a delegada, costumava apalpar a genitália e os seios das mulheres que se dirigiam aos consultórios necessitando de tratamento dermatológico.

Sem utilizar luvas e jaleco, o médico só prestava atendimento depois de trancar a porta do consultório, frisa a delegada. Sob o pretexto de realizar exames mais detalhados, ele abusava sexualmente das pacientes, tocando suas partes íntimas, conclui Viviane Scofield. Fonte: Radar64

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