Inca faz campanha sobre hábitos saudáveis no Dia Mundial do Câncer

alimento-saudavel-alimentacao-cominda-vegetal-vegetariano-legumenoO Instituto Nacional de Câncer (Inca) promove campanha, no Rio de Janeiro, para alertar a população como a mudança de hábitos pode ajudar a evitar a doença. A campanha “Qualidade de vida ao nosso alcance: escolhas saudáveis para prevenir o câncer” vai contar com a presença de profissionais de saúde e personalidades ligadas à alimentação, esportes e práticas saudáveis. A iniciativa faz parte da agenda de eventos promovidos todos os anos para marcar o Dia Mundial do Câncer.

A chefe da área de Alimentação e Nutrição do Inca, Sueli Couto, acredita que muita gente desconhece a importância dos alimentos na prevenção do câncer. “O consumo de industrializados, com altos índices de sódio, vêm crescendo muito, causando maior índice de obesidade e, consequentemente, aumentando as chances de se ter a doença. Um peso corporal adequado é importante para diminuir muitos tipos de câncer, incluindo os mais incidentes, como o de mama, próstata e principalmente os gastrointestinais”, disse.

Segundo Sueli, a escolha pela praticidade na alimentação gera um alto custo à saúde. “A falta de tempo tem adoecido as pessoas. É preciso mudar essa lógica e tornar os bons hábitos alimentares uma questão de prioridade. Se a família dividir tarefas e se organizar, é possível preparar refeições de  qualidade”, opinou.

Entre as dicas da nutricionista está a de trocar os alimentos embutidos e industrializados, como salsichas, nuggets e lasanha congelada, pelo arroz, feijão, verduras e legumes. Além disso, evitar refrigerantes e refrescos em pó, priorizando os sucos de fruta. Sueli também recomenda cessar o tabagismo e limitar o consumo de bebidas alcoólicas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos, 33% dos cânceres mais comuns podem ser evitados por meio da redução do consumo de álcool, de dietas mais saudáveis, da exposição moderada ao sol e de atividade física regular. A OMS estima que somente o abandono do hábito de fumar aumenta a proteção contra a doença em cerca de 50%.

O órgão, junto com a Agência Internacional para a Pesquisa sobre o Câncer, publicou um estudo alarmante no ano passado. O relatório mostra que o número de novos casos deve aumentar 57% em 20 anos, chegando a 22 milhões de pessoas. As mortes por câncer, que no período do estudo chegaram a 8,2 milhões por ano, podem atingir 13 milhões nas próximas duas décadas.

No Brasil, a estimativa feita pelo Inca para este ano é 576 mil novos casos, incluindo os de pele não melanoma, reforçando a magnitude do problema do câncer no país. Segundo a estimativa, o câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente na população brasileira, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), do cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil).