Identificados cinco dos seis presos queimados vivos em Eunápolis

Os corpos de cinco dos seis detentos queimados vivos no presídio de Eunápolis, durante a rebelião de segunda-feira (28/4), já foram identificados.

O motim resultou nas mortes de Glimarin Soriano dos Santos, acusado de mais de 20 assassinatos em Porto Seguro, Sullivan Santos Marinho, preso em Cabrália por tráfico de drogas, e Luzinê de Araújo Santos, condenado a 37 anos de prisão no mês passado por estuprar e matar uma menina de três anos em Arraial d’Ajuda, Melque Silva Souza, acusado de participar da chacina que deixou três mulheres mortas em Eunápolis, além Gealdo Oliveira de Almeida e Valdieiro Pereira da Silva.

Luzinê foi condenado pelo estupro e morte da criança Cloé Muratori; Glimarin era acusado de mais de 20 homicídios em Porto Seguro
Luzinê foi condenado pelo estupro e morte da criança Cloé Muratori; Glimarin era acusado de mais de 20 homicídios em Porto Seguro.

Luzinê foi condenado pelo estupro e morte da criança Cloé Muratori; Glimarin era acusado de mais de 20 homicídios em Porto Seguro.

Segundo o Departamento de Polícia Técnica, a sexta vítima ainda não foi identificada, já que o seu corpo ficou muito carbonizado.

A rebelião, de acordo com a polícia, foi provocada por internos do Pavilhão A, que destruíram as celas e, em seguida, arrancaram o portão da cela 23, conhecida como ‘seguro’, destinada a presos que eram ameaçados de morte pelos demais detentos.

Em seguida, diz a polícia, os rebelados arrastaram os cinco presos do ‘seguro’ até o centro da quadra, onde os amarraram juntamente com um detento de outra cela que já estava de refém, jogando colchões em cima deles e ateando fogo nos corpos.

A maioria das celas do presídio foi destruída. A direção do presídio decide na manhã desta terça-feira (29) para onde serão transferidos pelos menos 20 detentos envolvidos na rebelião. Fonte: Radar64