Henrique da Ceplac: o “Leão de Chácara de João Bosco”

Pensando com CoragemO “Leão de Chácara” normalmente é usado para assustar. Na linguagem política, ele é quem se presta a fazer o serviço sujo para determinado político.

O serviço sujo nem sempre é algo ilegal, mas, que dificilmente você vai achar quem faça; ai se coloca o “Leão de Chácara” para fazer.

Na administração João Bosco Bittencourt esse tem sido o papel desempenhado por Henrique da Ceplac, que tem se prestado a fazer o serviço indesejado para o prefeito.

Foi nas ações de Henrique frente à Secretaria de Agricultura que João ganhou o apelido de “Pela Pau”, em razão de, ao invés de podar, estar, literalmente, pelando as árvores existentes na cidade. O trabalho de poda deveria ter sido feito pela Secretaria de Meio Ambiente, até porque o papel dela é evitar os danos nocivos à natureza, portanto, deveria saber, de fato, como podar as árvores sem ferir o meio ambiente.

Mas, talvez, Arnaldinho, secretário de Meio Ambiente, não aguentaria o fogo cruzado da população, que reagiria com críticas muito fortes quando percebesse como as árvores estavam sendo tratadas.

João Bosco então designou que esse trabalho fosse feito por Henrique da Ceplac, se ele ficar queimado com a população João vai ficar livre do seu maior algoz dentro do próprio partido o PT. Como Henrique possui o perfil autoritário e ditador, essa sua rejeição com a população é algo natural, tanto que para se tornar vereador pela primeira vez ele gastou uma fortuna para cassar o mandato do titular e assumir em seu lugar.

O massacre das árvores, que por sinal ainda continua, foi a única obra notada nestes 14 meses da administração João Bosco, a qual tem gerado revolta na população.

Para reforçar ainda mais o seu “Leão de Chácara”, João Bosco teria feito dele o único supersecretário da administração, dando-lhe, além da Secretaria de Agricultura, a de Infraestrutura, o que fez dele o todo-poderoso da gestão João Bosco.

Na Secretaria de Agricultura Henrique tem sido omisso, pois um dos papéis fundamentais dessa pasta é evitar que animais fiquem soltos pelas ruas da cidade, no entanto, nada foi feito para evitar isso, tanto que os animais têm circulado livremente pela cidade, ido a padarias, supermercados, lojas de conveniência e até no shopping.

Enquanto isso, Henrique se prestou ao papel de um verdadeiro tranca rua, mandando fechar diversas vias, como se isso fosse uma grande coisa. Deixar as ruas sem saída e o povo encurralado, talvez queira transformar a cidade num grande curral.

Até que na feira de quarta ele fez um trabalho louvável, acabando com aquela balburdia que era e deixando o local mais tranquilo e organizado, mas, para isso, mandou trancar quase todas as ruas em volta.

O “Leão de Chácara” ao agir no mercado municipal mandou fechar o banheiro para portadores de necessidades especiais, transformando-o num box e entregando a um agiota. Qual o motivo do box ter ido parar nas mãos de um agiota ninguém sabe.

No mesmo mercado ele gerou transtornos aos vendedores de peixe, que foram tirados de lá com a promessa de um local mais adequado; como isso não ocorreu, eles voltaram na marra para o lugar deles.

Na quinta-feira o “Leão de Chácara” resolveu mostrar suas garras na antiga estação rodoviária, mandando fechar um ponto que vinha funcionando a mais de 40 anos no mesmo local, causando sérios prejuízos ao senhor “Zezinho”, que no ponto servia lanches aos seus clientes, e, agora, além de perder seu ponto, ainda teve o trailer que estava no local confiscado.

Esse tem sido o trabalho do “Leão de Chácara” de João Bosco: fazer o serviço indesejável da administração. Sua ação tem que ser enérgica para fazer jus ao nome. Nos próximos dias não será estranho se ao invés de ser chamado de Henrique da Ceplac, ele passe a ser chamado de “Leão de Chácara”.

Cuidado com os prejuízos que podem ser causados por ele.

Jotta Mendes é radialista e repórter