Eleições: nosso retrocesso

entrelinhas

Estou retomando a coluna porque o Facebook já não tem sido suficiente para expor minhas ideias. Necessito de mais. Tenho certeza que alguns dirão que lá eu deveria permanecer. Mas, como sou ‘fera’ na arte de ignorar…

O prefeito do aeroporto conseguiu ver Temóteo Brito fora da jogada, embora ele tenha vencido em Teixeira, perdeu em muitas cidades do Extremo Sul. Tudo bem que o deputado não é a personificação do trabalho, entretanto, antes um representante a nada. JB, o prefeito que “cuida das pessoas”, que o que você “pediu, ‘taí’” (Nossa! A assessoria é tão criativa, né?!), apoiou Erlita Freitas – aquela que tem o hábito de visitar a delegacia pertinho do dia da votação, uma maneira esdrúxula de ficar na memória do eleitor. Além disso, o Partido [que era] dos Trabalhadores (PT) aqui em Teixeira deu exemplo da bagunça que está em âmbito nacional: lançou mais de um candidato e os apoios ficaram divididos, e quem se deu mal foi o munícipe, que só tem a Uldurico Júnior, deputado federal, a quem recorrer, no sentido de que ele “está” na cidade e demonstra ter força e disciplina para fazer um bom mandato, afinal, vamos combinar, não é qualquer um que, de repente, está lá na UnB e, suponhamos, diz “ah! cansei. Vou me candidatar a deputado federal”, vai lá e vence. Tem que, no mínimo, ser bom político. Espero não me surpreender negativamente com o jovem promissor.

O gestor temia pela reeleição de Timas e não queria que o ‘amigão do povo’, o Lucas Bocão, vencesse também. Tudo porque ele acha que pode ser reeleito e os citados seriam ameaças. Acorda, JB! Será que o senhor esqueceu a Marta Helena? Não é porque não foi eleita que não terá chances reais em uma disputa pela prefeitura da cidade. Sua votação expressiva mostrou isso. Ela foi a segunda mais votada no município. Num é o aeroporto (começado por outro), a Universidade Federal, obras do PAC etc. que garantirão sua reeleição. É preciso mais clareza e transparência em sua administração. Que menos secretários apontem afirmando que o dinheiro público está em seu bolso e, sobretudo, que menos correligionários seus façam isso.  Faz-se necessário que mais secretários sejam iguais ao Eujácio Dantas.

Fato é que eu não sou nenhuma analista política, somente mais um dentre tantos que tenta ver além do exposto e percebi que a gente tem só regredido nas últimas eleições. Mas, a memória das pessoas é curta demais e é bem provável que as recentes obras de JB as façam esquecer os escândalos de corrupção do início do governo e nem deem a mínima aos que hão de vir… Se bem que ele paga pelo silêncio de quase todo mundo, e pode ser que não saibamos de muita coisa.

Carla Félix é formada em Letras Vernáculas pela Uneb/Campus x. Revisora, redatora e editorialista; atua em jornal e sites de notícias da cidad