Distrito Industrial de Eunápolis vive estado de abandono

Na semana passada, o governo estadual anunciou a destinação de R$ 5,6 milhões para obras de melhorias nos distritos industriais de Jequié, Ilhéus e Santo Antônio de Jesus.

distrito industrial de EunápolisEm razão de Eunápolis não estar incluída nesta verba, a reportagem foi ao Distrito Industrial, onde conversou com empresários e trabalhadores das empresas para ver se não há necessidade de obras de melhorias. Mas o que vimos foi o total abandono do distrito.

Na chegada, notamos que o mato que cresce entre a BR-101 e o Distrito Industrial chega a encobrir a sua vista. Mato esse que toma conta de praticamente todo o Distrito. Em todas as vias o capim e pequenos arbustos crescem, encobrindo até a fachada de vários estabelecimentos.

As ruas não estão em melhores condições, com o calçamento afundado em vários pontos e praticamente todas as bocas de lobo entupidas de terra e outros sedimentos. Segundo o que foi informado por trabalhadores de empresas ali instaladas, a qualquer chuva, tudo se alaga. ‘As ruas viram rios’, diz um trabalhador.

Porém, isso não é o pior. A rede elétrica não atende às necessidades dos empreendimentos já instalados, quase todos grandes consumidores de energia. O fornecimento é feito por uma linha secundária, a mesma que leva a energia para o bairro Alecrim, incapaz de oferecer a energia necessária.

As quedas de energia são constantes, prejudicando o funcionamento das empresas e até causando prejuízos, com a queima de equipamentos. ‘É necessário, pelo menos, uma rede individual, mas o ideal é uma subestação’, diz um empresário que não quis ser identificado.

Tem mais. A segunda etapa, que está sendo ocupada por novos empreendimentos, não tem nenhuma infraestrutura. Fomos informados que, para abrir um acesso, a gerência do distrito teve que contar com a boa vontade de uma empresa do ramo de construção civil da cidade, que emprestou uma motoniveladora (patrol) para fazer o serviço.

Nessa segunda etapa, uma empresa do ramo de compra e venda de café do Espírito Santo está construindo um galpão numa área que não dispõe. ainda, de água nem energia elétrica. A empresa intenciona instalar no galpão uma torrefação.

Outro problema informado por alguns empresários é a falta de um acesso seguro, por meio de uma rotatória. Existe apenas um desvio feito por patrol, numa área de desnível.

Diariamente, caminhões grandes e carretas entram no distrito para deixar cargas e os motoristas convivem com o perigo, constantemente.

O distrito já tem ocupação de 57% – com empresas já funcionando. Mas contando as que estão sendo construídas e as que aguardam o lento trâmite dos processos de autorização para se instalarem, esse percentual sobe para 75%.

Procuramos o gerente do Distrito Industrial, o engenheiro Emárcio Torres, porém não o encontramos. Ele estava em viagem, mas deixamos recado para que faça os esclarecimentos que achar necessários. Fonte: Radar 64