Danilo Ungaro, dono da JU, é solto pelo TJ

A 3ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ/BA) determinou na noite da última quinta-feira (22/1) a soltura provisória do administrador e herdeiro da empresa JU, o advogado Danilo Ungaro, 34 anos, para que ele responda em liberdade até o seu julgamento pelos crimes que responde na comarca de Teixeira de Freitas, pelo assassinato de uma pessoa e o atentado de morte de outras duas pessoas. O advogado estava preso há 5 meses no presídio do Conjunto Penal de Teixeira de Freitas.Danilo-U-600x330

Na terça-feira do último dia 19 de agosto (há exatos 150 dias), o filho do dono da JU, Danilo Ungaro, com a conveniência do pai, presente no local, conforme os autos do inquérito, atacou no centro comercial da cidade de Teixeira de Freitas e assassinou a tiros Nelson Gonçalves Guimarães Filho, 48 anos, morto com dois disparos no tórax e um de raspão na cabeça. Sua esposa Rogéria Lucia Zatta Guimarães, 34 anos e o seu sócio e sobrinho Juliano Guimarães Silva, 30 anos, saíram feridos. As três vítimas eram sócias da empresa Juliano Guimarães Ltda., empresa que gerenciava o financeiro da produção de café da fazenda JU. O escritório da terceirizada da JU, ficava sediado no primeiro andar do edifício da Unigraf, na rua Felinto Müller, 31, sala 105, no centro de Teixeira de Freitas, onde aconteceu o crime por volta das 15h.

No cenário do crime, o advogado descarregou o estojo da arma nas suas três vítimas e os peritos recolheram 16 cápsulas de cartucho calibre 380. O autor do crime, Danilo Ungaro, 34 anos, em fuga na ocasião na sua caminhonete pela BR-101, foi preso 40 minutos depois, nas proximidades do distrito de Posto da Mata, por policiais da Caema. Ele estava em posse da arma do crime, uma pistola calibre 380, marca Taurus, número KZC99524, municiada com um cartucho intacto na câmara, com um carregador vazio acoplado à arma e um segundo estojo municiado com 13 cartuchos intactos. O criminoso passou pela barreira da Caema no povoado de Bela Vista numa velocidade de 200 quilômetros por hora e só foi possível o alcance logo nos próximos 15 quilômetros, porque a caminhonete do autor estourou o motor e perdeu a velocidade.

Os desembargadores do TJ/BA acataram a apelação da defesa do acusado fundamentada no Artigo 7°, § V, do Regulamento Geral do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, estabelecido na Lei 8906 de 4 de julho de 1994, que normatiza que o advogado devidamente inscrito e em dia na OAB não pode ser recolhido preso, antes de sentença transitada em julgado, senão em sala de Estado Maior, com instalações e comodidades condignas, assim reconhecidas pela OAB, e, na sua falta, em prisão domiciliar. Fonte: TN