Sob a alegação de “ausência de informações” básicas, o programa Criança Feliz, que tem a primeira-dama Marcela Temer como embaixadora, não recebeu autorização para funcionar na cidade de São Paulo.

O Comas (Conselho Municipal de Assistência Social), responsável por projetos de assistência à primeira infância na capital paulista, alegou haver “ausência de informações em relação às questões técnicas, operacionais, metodológicas e conceituais” do projeto proposto pelo governo federal.

Segundo publicação da jornalista Monica Bergamo da Folha de S. Paulo, Floriano Pesaro, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, afirmou que este impedimento “prejudica quase 6.000 famílias” e que se trata de “uma decisão política e contrária ao interesse público”.

O conselho conta com nove representantes da sociedade civil e nove do poder público. A alegação de se tratar de uma decisão política está embasada no fato dos integrantes serem ligados à gestão do ex-prefeito petista, Fernando Haddad.

A Secretaria informou que espera conseguir reverter esta situação, efetuando a adesão do município mesmo sem o aval do Comas. O projeto seria implantado e reavaliado posteriormente pelo conselho.

Em sua defesa, o governo federal, divulgou em nota que “não há ausência de informações”, pois “o programa foi exaustivamente discutido”.

228 dos 300 municípios elegíveis ao Criança Feliz aderiram ao projeto.