Após vovô, agora é vovó flagrada com drogas em Teixeira de Freitas

Primeiro, os policiais da Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto), unidade vinculada ao 13º Batalhão da Polícia Militar de Teixeira de Freitas, prenderam na noite da quarta-feira, do último dia 18 de março, Antério Ferreira Neto, de 61 anos, acusado de traficar drogas em sua própria residência, na rua João Paulo, no bairro Castelinho. No imóvel os policiais apreenderam uma pedra bruta de crack pesando cerca de 50 gramas, duas buchas de maconha e diversas embalagens plásticas normalmente usadas para acondicionar entorpecentes.vovod-600x330

Segundo levantamentos feitos no banco de dados da Polícia Civil, o mesmo idoso já havia sido preso por tráfico de drogas em 24 de novembro de 2014. Na época, ele estava guardando os entorpecentes dentro de cálices religiosos que tinham sido furtados de uma igreja católica de Teixeira de Freitas. Antério chegou a cumprir pena, mas tinha deixado a prisão há cerca de um mês, quando acabou preso novamente acusado de tráfico.

Já na manhã desta segunda-feira, dia 23 de março, policiais da Ceto deslocaram-se à rua da Lima, no bairro Tancredo Neves, na região oeste de Teixeira de Freitas, onde, segundo denúncia anônima, um ponto de venda de drogas estaria funcionando com grande movimentação de viciados. Chegando ao local, os militares foram recebidos por uma idosa, que informou ser dona e moradora do imóvel.

Como os policiais da Ceto tinham a informação que no local estaria funcionando uma “boca de fumo”, foi então feita uma revista, quando no dormitório da idosa acabaram sendo encontrados R$ 30 em espécie, 19 buchas de maconha e 15 pedras de crack, droga devidamente embalada e pronta para a venda.

Com a descoberta, a idosa Marisa Santos, de 70 anos, recebeu voz de prisão e, na sequência, foi levada à Delegacia da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, onde permaneceu custodiada à disposição da Justiça. A descoberta dos dois casos pode caracterizar uma estratégia nova dos traficantes, já que idosos, dificilmente, chamam atenção da polícia. Por Ronildo Brito e Tyago Ramos