Apagão em Prado e queima de foliões em Alcobaça marcam réveillon na região

O evento de réveillon de 2014 nas cidades de Prado e Alcobaça, além da acusação de um vereador que estaria se masturbando em plena orla marítima alcobacense, foi marcado por dois episódios que provocaram revolta e prejuízos não somente às próprias estruturas turísticas dos dois municípios, mas também ao empresariado. Em Prado, um dos destinos turísticos mais visitados da Bahia, dois apagões elétricos, sendo um na terça-feira (31/12) e na quarta, dia 1º de janeiro, deixaram moradores, comerciantes e turistas revoltados. No primeiro dia do ano, quando ocorria o evento festivo, a população ficou das 19h até às 4h10 do dia seguinte sem energia da Coelba. Até agora a Companhia de Eletricidade da Bahia não informou o que aconteceu para a ocorrência dos dois episódios. Na praça de eventos os geradores ainda seguraram a luz, porém, nas demais partes da cidade, todos tiveram que hospedar ou caminhar à luz de vela.apagad12

Em Alcobaça, onde o prefeito Bernardo Olívio (PV) já vinha sendo criticado por diversos setores da sociedade local, uma trapalhada durante a queima de fogos na virada do ano resultou em três pessoas feridas, inclusive duas jovens de Teixeira de Freitas. Moradores disseram que os organizadores do evento não tiveram o cuidado de isolar adequadamente a área onde o show pirotécnico aconteceu e com a aglomeração grande de visitantes, o resultado não poderia ser outro.

As teixeirenses Regiane Cambuí e Izabelle Cambuí, tia e sobrinha, respectivamente, sofreram queimaduras leves, foram socorridas pelo Samu e atendidas no próprio Hospital Municipal de Alcobaça. Uma terceira jovem também foi ferida, mas assim como as duas primeiras, apenas com queimaduras leves.

Em Prado, os donos de pousadas, restaurantes, panificadoras e diversos outros estabelecimentos, ficaram revoltados com os apagões, que por sinal já viriam acontecendo ao longo da semana. Devido aos transtornos, muitos visitantes teriam deixado a cidade antes mesmo do previsto. Os mais críticos dizem que só se deu bem quem comercializa velas. Fonte: Ronildo Brito/ TN