Acusado de matar vaqueiro em Alcobaça se entrega à polícia

O fazendeiro Jucélio Lima Goncalves, conhecido na cidade do Prado como “Célio do Leite” e, em Teixeira de Freitas, como “Jucélio do Timotão”, dono da fazenda Ribeirão, acusado de matar o vaqueiro Alexandro Neves de Souza, 31 anos, e tentar contra a vida de Irineuza Costa Chaves, 28 anos, esposa do vaqueiro e fugir com as duas crianças filhas do casal, se entregou à polícia nesta terça-feira, 05 de agosto na cidade de Alcobaça.

AcusadoSegundo informações da delegada responsável pelo município de Alcobaça, Rosângela Santos de Souza, o suspeito se apresentou no final da manhã e está sendo ouvido pela Polícia Civil da região.

Segundo a delegada Rosângela, o dono da fazenda e a esposa são os principais suspeitos de cometerem o crime. As prisões do casal já foram decretadas, mas eles estavam foragidos até esta terça-feira.

Não há confirmação de que a esposa do fazendeiro também se apresentou à polícia. Segundo a delegada, os policiais estão agora tentando identificar quem deixou as crianças no abrigo, para conseguir uma imagem dos suspeitos. O enterro de Alexandro foi realizado no Espírito Santo.

O crime

O crime foi motivado por uma dívida trabalhista, segundo informações de Irineuza, e aconteceu na casa do casal no último dia 28 de julho. De acordo relatos da vítima á polícia, o acusado teria discutido com seu marido na parte da manhã, depois que o vaqueiro pediu demissão do serviço, quando foi mais tarde o fazendeiro foi ao local onde o casal morava em companhia de dois homens ainda não identificados, e já chegou atirando.

O vaqueiro foi o primeiro a ser atingido com três tiros, ele foi baleado na cabeça, ombro e braço direito, morreu no local. Irineuza foi baleada na cabeça e ainda levou 14 facadas. A esposa do vaqueiro se fingiu de morta quando foi colocada na traseira de uma Pick-up junto com o marido morto, no caminho ela conseguiu pular do carro, se embrenhou no mato, e mesmo ferida conseguiu pedir socorro. O corpo do marido foi jogado próximo a um sítio no meio do mato. As crianças foram abandonadas na porta do hospital de Teixeira de Freitas no dia seguinte.

A família morava na fazenda há seis meses. “A Irineuza conseguiu chegar numa casa da região no dia seguinte ao crime, e entrou em contato com a polícia”, relatou a delegada no início das investigações. Após ter alta médica do hospital para onde foi socorrida, Irineuza foi embora da cidade de Alcobaça para o Espírito Santo onde moram seus pais. Com informações de  Neuza Brizola/Portal do Extremo Sul