“Operação Dilúvio”: presos envolvidos no esquema de receptação de carros roubados no ES

Dentre os presos está um policial civil; armas e munições apreendidas até o momento

Ainda acontece em Teixeira de Freitas a Operação Dilúvio, cujo objetivo é prender receptadores e adulteradores de veículos roubados no Espírito Santo. A operação, iniciada na manhã de terça-feira, 1º de outubro, em Teixeira de Freitas, Itamaraju e no Rio de Janeiro, é uma realização da Polícia Civil do Espírito Santo, Estado onde foi deflagrada há uns dias, e é comandada pelo delegado-chefe da Delegacia de Furto e Roubo de veículos do Espírito Santo, André Luiz Cunha Pereira.Policial-Civil-de-Teixeira-de-Freitas-está-entre-os-presos-da-operação-“Dilúvio”-1

A investigação que culminou na “Dilúvio” durou de 4 a 6 meses por conta do alto número de carros roubados no ES cuja suspeita girava em torno de serem trazidos para a Bahia ou levados para o Rio de Janeiro. À frente da Operação em Teixeira está o superintende da Polícia Civil do ES, delegado Danilo Baiense, que conta com o apoio da parceria firmada com as polícias Civil da 8ª Coorpin, liderados pelo delegado-coordenador Marcus Vinícius, 6ª Coorpin, de Itabuna, e de Salvador – estes últimos da Corregedoria da Polícia Civil, por conta de um mandado de prisão temporária a ser cumprido em nome de um policial civil, pego em grampo telefônico, autorizado pela Justiça [o nome do policial não foi divulgado.

Conforme o delegado Danilo, as equipes vieram com mais de 20 mandados de prisão, no entanto, houve outros flagrantes. Segundo ele, o fato de a notícia da operação ter se espalhado rapidamente pela cidade, diversos receptadores e adulteradores fugiram.

O superintendente da Polícia Civil do Espírito Santo, delegado Danilo Baiense, esteve comandando a operação em Teixeira de Freitas, e ainda no início da tarde deu uma prévia para a imprensa do que se tratava a operação. Segundo ele, as equipes vieram com mais de 20 mandados de prisão, porém, até o fechamento da matéria, houve muitos outros flagrantes, e devido ao fato da notícia da chegada da polícia ter se espalhado muito rápido, outros receptadores e adulteradores conseguiram fugir da cidade.

Estima-se que mais de 70 homens da Polícia Civil do ES vieram para a Bahia, os quais se juntaram a mais de 40 formados por membros da 8ª Coorpin, 6ª Coorpin (Itabuna) e Salvador. Eles teriam se divido entre Teixeira e Itamaraju, sendo estas duas cidades baianas escolhidas devido ao grande número de veículos roubados para elas trazidos.

Fabiano Rosa, delegado do ES, responsável de cumprir o mandado de prisão do Santo Koelher, que acabou sendo preso em flagrante com um caminhão adulterado que havia sido roubado na segunda-feira (30/9) na cidade de Pinheiros/ES. O delegado disse que no local da prisão também tinha outros veículos que estavam sendo adulterados.

José Carlos da Silva, o "Zé Paraíba".
José Carlos da Silva, o “Zé Paraíba”.

Ainda não se tem os nomes de todos os presos por mandado ou em flagrante, pois a operação, até o fechamento desta matéria (17h40), não havia sido concluída, por isso, apenas uma prévia fora passada à imprensa. Mas, dentre os divulgados até agora está Santo Koelher, preso em flagrante com um caminhão adulterado que fora roubado na cidade de Pinheiros/ES na segunda-feira (30/9), por volta do meio-dia. No local da prisão outros veículos adulterados foram encontrados pelo delegado Fabiano Rosa, da polícia capixaba. Além de Santo, estão Carlos Wendel e Ausílio Carlos Módulo. Também foi preso José Carlos da Silva, o “Zé Paraíba”, especialista em adulteração de carros muito procurado pela polícia. Ele estava próximo a uma oficina de auto elétrica em Teixeira de Freitas.operação diluvio3

Além de veículos roubados, foram apreendidas uma espingarda calibre 28 e um rifle 22 com 10 munições, até o momento. Outras informações ao término da operação e consequente divulgação dos fatos à imprensa.

Por Pauta Diária

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