​​​Prefeitura cobra ação da Embasa para resolver danos causados pela MRM

Para resolver dificuldades que estão sendo enfrentadas pela comunidade teixeirense em decorrência da obra de saneamento a Prefeitura de Teixeira de Freitas, representada pelo prefeito João Bosco Bittencourt e pelo secretário municipal de Infraestrutura Henrique Gonsalves da Cruz, participou na manhã desta terça-feira (15) de uma reunião com representantes da Empresa Baiana de Águas e Saneamentos (EMBASA) na Câmara Municipal. Todos os vereadores compareceram, em especial os componentes da Comissão Fiscalizadora das Obras de Saneamento.

O prefeito comentou a importância das obras, que terão impacto positivo direto na saúde pública e qualidade de vida da população, mas chamou atenção para o fato de que “esta importância não justifica os transtornos que estão sendo causados”. O Ministério Público também esteve presente na pessoa da promotora Anna Kristina, assim como moradores dos bairros Vila Caraípe e Bela Vista, localidades que têm sofrido constantemente com o vazamento de esgoto.reuniao02

Todas as partes cobraram dos representantes da Embasa maior celeridade e qualidade nas obras. Em primeiro lugar, exigiu-se da Embasa medidas quanto aos esgotos que foram ligados à rede e que não estão escoando, desaguando nas vias públicas. Em segundo, o governo municipal trouxe à tona a responsabilidade da empresa quanto à correta recomposição das vias.

“Em casos como estes, é necessário agir com urgência, é preciso que a Embasa tome as medidas cabíveis”, destacou o prefeito com firmeza, afirmando ainda que se depender da vontade dele a problemática será punida com multas. A representante do MP, por sua vez, informou que foi aberta a ação civil pública para investigação da responsabilidade da empresa quanto a danos causados à população. Os vereadores ressaltaram que a Embasa tem função de responsável e fiscalizadora da obra, que é executada pela MRM.

Passada a palavra aos representantes da Empresa, foram dadas algumas explicações quanto aos vazamentos do esgoto e quanto às soluções que estão sendo tomadas. A engenheira e fiscal da obra, Palova Marques, disse que alguns vazamentos foram ocasionados por ligações feitas, pelos moradores, antes do término da rede e que soluções estão sendo tomadas e destacou: “a população não pode fazer ligação do esgoto sem autorização da empresa”. O prazo para finalização da obra é em setembro deste ano.

A mensagem firmada pelos vereadores foi que as explicações não eximem a Embasa de sua responsabilidade de restabelecer a qualidade de vida dos cidadãos. Diante desta cobrança, a Embasa assegurou o envio de um caminhão com hidrojato para limpeza da tubulação nos bairros Vila Caraípe e Bela Vista.

Em relação à recomposição das vias, o prefeito João Bosco exigiu uma intervenção mais enérgica da empresa e afirmou que a questão foi encaminhada para a Procuradoria Municipal, a fim de que as medidas legais sejam tomadas. A promotora afirmou que, além das ações pontuais nos locais onde a situação é mais gravosa, o município necessita de que a Empresa tome “ações gerais e mais céleres”. Fonte: Pauta Diária/Ascom PMTF